Conheci Porcupine Tree faz alguns (três) anos, mas nunca dei muita atenção até dias atrás. Apesar de ser prog, é mais “linear” e não cai na masturbação musical” – como a maioria das bandas do mesmo gênero.
Faz dois dias que venho ouvindo a mesma música. Ela não tem nada demais, não fosse pela letra. E eu nem sou de me ligar em letra – música, para mim, está muito além de palavras – mas “Shesmovedon” chamou a atenção.
You move in waves
You never retrace
Your newest craze
Straight out of the Face by the bed unread
I’m left behind
Like all the others
Some fall for you
It doesn’t make much difference if they do
She changes every time you look
By summer it was all gone – now she’s moved on
She called you every other day
So savour it it’s all gone – now she’s moved on
So for a while
Everything seemed new
Did we connect ?
Or was it all just biding time for you ?
Curto muito propagandas. Mas não pela propaganda em si, mas pelo texto e tals. Acho que a última que gostei bastante (veiculada na TV aberta) foi a Inspire-se, da Olympikus. Mas confesso que não vejo muito sentido nessas boas propagandas. Veja bem: eu nunca comprei um produto da Olympikus, e o mesmo vale para diversas outras marcas que fazem ótimas propagandas. Não sei muito bem a proposta dos caras, mas se é vender, acho que não estão conseguindo (pelo menos comigo). Se algum publicitário puder me explicar, ficarei grato*.
Das propagandas que fizeram efeito em mim, destaco duas marcas: Pepsi e Dolly. Coincidentemente duas marcas de refrigerantes.
A Pepsi, muito inteligente, enquanto patrocinava o Corinthians, decidiu criar uma campanha dizendo que eram “da fiel”. Péssimo. Eu, como palmeirense odiador do corinthians, automaticamente decidi que não beberia mais deste refrigerante. Tudo bem que eu já não curtia muito, mas depois da propaganda eu passei a odiá-la.
Com a Dolly foi diferente. Não curti a tentativa deles de enfiarem aquela música na minha cabeça. Funcionou, porque até hoje eu me pego cantarolando, mas irritou. Tipo “Você não vale nada, mas eu gosto de você”, saca? Todo mundo já se pegou cantando essa merda, mas ninguém suficientemente inteligente gosta. Com Dolly é a mesma coisa.
Oi, eu sou o Dollynho
E já não bastasse a merda da música, decidiram criar o [bizarro] Dollynho para foder de vez. Resultado: Dolly nem se me pagarem. Se bem que eu pensaria isso mesmo sem as propagandas. Aquilo é asqueroso.
* Update 4/10/2009: A Thaís (@tcaqui) deixou uma boa explicação para esse tipo de propaganda nos comentários
No último post eu comentei que deixaria minha opinião sobre Retalhos assim que terminasse de ler. Pois bem, terminei. Achei ótima. Fazer comparativos entre a vida de Craig e a minha vida durante a leitura foi inevitável. Apesar de eu não ter nenhum caso de amor como o dele em meu currículo, acabei me identificando com o personagem (e autor), principalmente quando está em sua casa, próximo à familia.
Sobre os desenhos, bem, eles não são nem um pouco detalhistas – muito pelo contrário, em alguns quadros chegam a parecer amadores – porém cumpre o seu papel de forma magnífica, ilustrando a literatura e nos fazendo entrar na mente de Craig e entende-la.
No geral, nota 10. Recomendo.
Vi no blog do Érico Assis, me interessei e comprei. Assim que terminar, publicarei minhas impressões. Por enquanto, em uma rápida folheada, parece ser mais do que uma Graphic Novel.
Não entendo nada de moda e acho que nunca vou entender. Cheguei a essa conclusão depois de ver uma mulher (fisicamente atraente) vestindo regata e cachecol.
Em minha concepção, regata deve ser usada no calor e cachecol no frio¹, portanto, utilizar os dois ao mesmo tempo não faz sentido algum. É o mesmo que acasalar um Pincher com um Dog Alemão ou misturar doce com salgado – que, diga-se de passagem, é uma merda (não discuta!).
Em 2007 eu e mais dois amigos decidimos criar um blog de conteúdo variado, ou seja, publicar um monte de coisas legais (entenda como quiser) que a gente acha na Internet, ou seja², mais do mesmo.
Cansados de ser igual a todos (covenhamos, todos esses blogs são iguais; publicam as mesmas coisas), decidimos criar nosso próprio conteúdo. Pois bem, o nome do blog era Estarreco (hahahahaha! lembra até hoje da tarde que decidimos esse nome!) e o tal conteúdo era uma novela chamada Estarreco Corp. A idéia, como o nome sugere, era mostrar o que se passava “por trás” do blog; o dia-a-dia dos funcionários, como em The Office (que eu nunca nem tinha ouvido falar). Não preciso dizer que em alguns meses desisti do blog.
Ok. Chega de história.
Hoje, brincando com o Internet Archive, encontrei vestígios desse meu antigo blog e, consequentemente, dessa “novela”. Confesso que na época não via TANTA graça, talvez por eu ser o criador, mas vendo hoje… Pow! Eu até era engraçado, vai?!
Hoje, ao abrir o Twitter, me deparei com uma pequena brincadeira (chamada pelos frescos de meme) nostálgica chamada #ha3anos.
Para quem nunca abriu o Twitter, não entenderá o que é exatamente essa cerquilha (#) com esse monte de coisa concatenada. Em poucas palavras, isso é uma hashtag, uma forma de organizar por “categoria” os twits enviados.
Voltando…
Achei divertido ver as pessoas relembrando quem elas eram, onde estavam e o que acontecia em 2006. Três anos pode parecer tão pouco perto de tudo o que vivemos, mas nesse período, muita coisa mudou. Muita mesmo.
Nessa brincadeira lembrei de quem eu era, quais eram minhas obrigações, minhas paixões, meu sonhos… Era tudo diferente. Tudo mesmo.
Trabalhava em um pequeno escritório lá na Vila Olimpia atendendo suporte de um provedor de hospedagem, iniciava minha faculdade de Sistemas de Informação e tinha planos de seguir a carreira de desenvolvedor web. Meus amigos eram, basicamente, os do colégio que eu havia acabado de me formar e os poucos (dois) da infância.
Não sei exatamente quando foi que eu troquei tudo isso. Mudei meu jeito de falar, de andar e de se vestir, meu gosto musical (aqui eu diria que não foi uma mudança, mas uma evolução), minhas prioridades e até meus sonhos.
Tem também os amigos. Muitos se foram, muitos surgiram… Taí, talvez minhas mudanças estejam diretamente ligadas à rotacionalidade (existe isso?) de pessoas à minha volta… Ou será o contrário? Enfim…
Foi bom ter participado dessa brincadeira (ou, como disse, meme, mas isso é para os frescos) hoje. Foi bom lembrar que, com tantos reviravoltas, no final das contas, eu evoluí.
Mallu Magalhães é um hype. Seja para a adoração de suas composições e seu jeito “mamãe sou um gênio” ou para rir de suas entrevistas bizarras onde as respostas não têm sentido algum para com as perguntas. De uma forma ou de outra, ela é um hype.
Particularmente eu não gosto de suas composições, nem do seu jeito. Diferente de muitos, acho composições rasas, típicas de uma menina de 16 anos – que por sinal é a idade dela. Mas é inegável: Mallu é um achado. Entre centenas (e talvez milhões) de jovens talentosos, virtuosos e inteligentes, “escolheram” ela. E deu nisso.
Final de semana passado – para ser mais exato, no Domingo, dia 29/03 – Mallu se apresentou no Shopping Metro Tatuapé. A apresentação era gratuita e, acredite, eu fui. Fui mais pela curiosidade. Queria ver a famigerada de perto.
Cheguei bem cedo com uma amiga (uma fanática, diga-se de passagem) para garantir bons lugares. Assim que chegamos ao local comecei a mudar minha opinião sobre essa menina. O que era antes (para mim) uma pessoa insignificante acabou se tornando uma pessoa respeitável. Ver aquela multidão me fez pensar a diferença que essa menina que não consegue se comunicar direito está fazendo com seu principal público – os adolescentes.
Mallu Magalhães surgiu em meio a essa podridão que tem manipulado toda a adolescência e conseguiu convencer uma parcela de bípedes de que Tati Quebra Barraco não é música; convenceu de que ler enriquece conhecimento e imaginação; convenceu que ser culto é “cool” e, acima de tudo, convenceu A MIM de que nem tudo está perdido.
Posso eu não gostar de sua música nem do seu jeitinho abobado de se expressar, mas se for pra limpar toda essa sujeira dessa adolescência aculturada, quero mais Mallus espalhadas por aí.